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  • Lima, Peru | Cristina Floria

    Noroeste Argentino Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Lima Peru A história do Peru é marcada por encontros, conflitos e transformações profundas. Um dos episódios mais marcantes aconteceu em 1532, em Cajamarca, quando os espanhóis, liderados por Francisco Pizarro, capturaram o imperador inca Atahualpa durante uma cerimônia religiosa. Atahualpa havia chegado a Cajamarca acompanhado de seu séquito, sem imaginar que aquele encontro mudaria para sempre os rumos do Império Inca. Os espanhóis o prenderam e, posteriormente, exigiram um enorme resgate em ouro e prata em troca de sua libertação. Mesmo depois que o resgate foi entregue, Atahualpa não foi libertado. Após um julgamento conduzido pelos espanhóis, ele foi condenado à morte e executado. Esse episódio é considerado um dos momentos decisivos da conquista espanhola e simboliza o início do fim do poderoso Império Inca. Mais do que um acontecimento histórico, caminhar hoje por Cajamarca é imaginar como era aquela sociedade antes da chegada dos espanhóis liderados por Francisco Pizarro e perceber as profundas marcas que esse encontro deixou na história do Peru. Poucos anos depois, em 18 de janeiro de 1535, Francisco Pizarro fundou Lima, originalmente chamada de Ciudad de los Reyes . A cidade rapidamente ganhou importância e se tornou a capital do Vice-Reino do Peru, transformando-se em um dos principais centros políticos, administrativos e econômicos do domínio espanhol na América do Sul. Hoje, Lima é uma cidade enorme, vibrante e cheia de contrastes. Entre construções coloniais, sítios arqueológicos, bairros modernos e o Oceano Pacífico, a capital peruana guarda, em suas ruas e monumentos, diferentes capítulos de uma história que começou muito antes da chegada dos espanhóis e que continua presente no cotidiano do país. Como chegar Orla de Miraflores O Aeroporto Internacional Jorge Cháve z, em Lima, é a principal porta de entrada para a capital peruana e também para quem pretende conhecer outras regiões do país. Para quem viaja a turismo, uma das formas mais práticas e econômicas de chegar aos bairros mais turísticos e bem localizados é utilizar o serviço de ônibus Airport Express Lima. O bilhete pode ser comprado diretamente no aeroporto, no guichê da Airport Express Lima, localizado próximo à área de desembarque. O serviço é uma boa alternativa para quem não quer utilizar táxi ou transporte por aplicativo, principalmente porque atende regiões onde estão concentrados muitos hotéis. Além de ser uma opção econômica, o ônibus permite fazer o trajeto do aeroporto até a região do hotel com mais tranquilidade, especialmente para quem está chegando a Lima pela primeira vez. Vale apenas conferir previamente as rotas e os horários disponíveis para o dia da chegada. Nosso propósito é compartilhar as minhas próprias experiências, que podem ser adaptadas de acordo com os interesses, o tempo e o estilo de cada viajante. A ideia é oferecer inspiração e informações sobre os lugares visitados e as experiências vividas, sem a pretensão de ser um guia turístico completo com detalhes sobre hospedagem, restaurantes, moeda, melhor época para viajar, documentação ou outros aspectos específicos de cada destino. O que fazer em Lima Lima é uma cidade grande e movimentada, com trânsito bastante intenso. Por isso, ao montar o roteiro, é importante considerar o tempo gasto nos deslocamentos, principalmente nos horários de maior movimento. Recomendo também reservar um tempo para conhecer os museus, já que Lima reúne importantes acervos sobre os períodos pré-incaico e incaico. São espaços que ajudam a compreender melhor a história e a riqueza cultural dos povos originários dessa região da América do Sul. Entre os que mais gostei e recomendo estão o Museo Larco , Museo Oro del Peru , Museu AMANO Lima também surpreende pelos sítios arqueológicos que estão inseridos na própria cidade, como a Huaca Huallamarca e a Huaca Pucllana , que mostram como as antigas civilizações já ocupavam e transformavam essa região muito antes da chegada dos espanhóis.ped E, claro, vale reservar tempo simplesmente para caminhar e conhecer Lima. O Centro Histórico, com seus edifícios coloniais e praças, merece uma visita com calma. Em Miraflores, uma das experiências mais agradáveis é caminhar pela orla, começando no Parque do Amor e seguindo em direção aos jardins, até o Jardim Japonês, sempre com a bela vista do Oceano Pacífico acompanhando o percurso. É um ótimo bairro para se hospedar. Museo de Sitio Pucllana e Huallamarca Fonte: John Howland Rowe, arqueólogo e antropólogo. Museo Huaca Huallamarca. Museo Oro del Peru Clique aqui para acessar o Site do Museu Voltar a Destinos Up

  • Cristina Flória - Fotografia

    Trabalhos fotográficos de Cristina Flória OPERAS Salomé Theatro Municipal de São Paulo Salomé Theatro Municipal de São Paulo Salomé Theatro Municipal de São Paulo Salomé Theatro Municipal de São Paulo 1/5 Salome Scenic Direction - Livia Sabag Scenario - Nicolas Boni Light Drawing -Wagner Pinto Photography:Cristina Floria Municipal Theater of São Paulo A Volta do Parafuso Theatro São Pedro A Volta do Parafuso Theatro São Pedro A Volta do Parafuso Theatro São Pedro A Volta do Parafuso Theatro São Pedro 1/7 Click here for access the works carried out with Light Designer Produções Artísticas The Turn of the Screw Scenic Direction - Livia Sabag Scenario - Nicolas Boni Light Drawing -Wagner Pinto Photography:Cristina Floria Sao Pedro Theater, Sao Paulo Up

  • Alter do Chão | Cristina Floria

    Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA ALTER DO CHÃO Amazon - Pará Entre Rios, Areias e Saberes Until the 18th century, Alter do Chão was mostly inhabited by Borari indigenous communities. The Borari are one of the 180 indigenous peoples that live in the Brazilian Amazon, in the Baixo Tapajós region, on the banks of the Tapajós River. There are approximately 500 Borari families, around 2,000 people, who live in their original territory, Alter do Chão. In the discourse that “there are no indigenous peoples in Alter do Chão” there is an intention to make these peoples invisible, despite the fact that the Borari never left their villages, but were swallowed up by the urbanization of Alter. These false news show how the political and economic power, which is interested in their lands and waters in the region, spares no efforts to erase the existence of the Borari indigenous people in the region. The origin of the name of the Brazilian village is a tribute to the Portuguese village of Alter do Chão. At the beginning of the 20th century, Alter do Chão was one of the transport routes for latex extracted from rubber trees in Belterra and Fordlândia. It is one of the administrative districts of the municipality of Santarém, in the state of Pará. Located on the right bank of the Tapajós River, about 37 kilometers from Santarém, being its main tourist point. It houses the most beautiful freshwater beach in the world, according to the English newspaper The Guardian. Popularly known as the Brazilian Caribbean. Como chegar Car O aeroporto mais próximo é o de Santarém, dependendo do horário do desembarque do voo e o quanto você pode disponibilizar para este gasto, existem algumas opções: - O mais econômico é ir de ônibus urbano para Alter do Chão, todas as informações e horários podem ser acessados no site da Empresa O Boto - Alter do Chão. - Transfer/táxi : Recomendo os serviços do Pádua (93) 99122-0564 , que foi muito gentil e prestativo, e o valor foi justo para uma cidade turística. Sugiro agendar com antecedência ao dia da sua chegada. Recomendo reservar alguns dias para visitar Santarém, antes de ir para Alter ou quando retornar e partir para o próximo destino. O nosso propósito é compartilhar roteiros de viagem elaborados a partir das minhas próprias experiências e viagens. São roteiros que podem ser facilmente adaptados de acordo com os seus interesses, preferências e ritmo de viagem. A proposta não é oferecer informações detalhadas sobre hospedagem, restaurantes, melhor época para viajar ou outros aspectos práticos da viagem, mas compartilhar experiências, lugares e sugestões de roteiros que possam servir de inspiração para você planejar a sua própria jornada. Alter do Chão era habitada majoritariamente pelo povo originário Borari, que vivem na Amazônia brasileira, especialmente na região do Baixo Tapajós. Atualmente, cerca de 500 famílias Borari, aproximadamente 2 mil pessoas, vivem em Alter do Chão, em seu território originário. Apesar das transformações provocadas pela urbanização, os Borari nunca deixaram de existir nem de reivindicar sua relação ancestral com esse território. O crescimento urbano e os interesses políticos e econômicos sobre as terras e as águas da região tornam ainda mais importante reconhecer, preservar e dar visibilidade à história, à cultura e aos direitos desse povo. Dicas Reserve, no mínimo, cinco dias para conhecer Alter do Chão com tranquilidade e aproveitar alguns dos passeios de barco pelo Rio Tapajós e pelo Amazonas, que podem ser contratados diretamente no local. Se você tiver a possibilidade de permanecer por mais alguns dias, recomendo aproveitar o tempo extra para explorar a região com mais calma. A melhor época para visitar Alter do Chão é, na verdade, aquela que você tem disponível. As paisagens se transformam de acordo com o nível das águas, e o acesso a determinados lugares pode ser feito de barco ou por terra, proporcionando experiências diferentes em cada período do ano. Explore a ilha, caminhe pela praia de areias branquinhas, aproveite para sentar à beira da lagoa, tomar banho no Rio Tapajós e ver um belíssimo por do sol. Passar o dia na Ilha do Amor é ponto obrigatório no seu roteiro. A travessia pode ser feita através dos barqueiros locais, que ficam atracados bem próximo à praça central. É a forma mais barata de travessia. Contrate os passeios turísticos diretamente com os barqueiros ou com as agências locais que ficam na orla. Vale a pena pesquisar, comparar os preços e negociar. Eles já oferecem diferentes roteiros, que podem ser agendados de acordo com os seus interesses, preferências e disponibilidade. Recomento contratar os serviços do Alonso (93) 8802-7436, barqueiro super simpático e prestativo e que proporcionou todos estes incríveis passeios pelas grandes águas destes rios imensos e maravilhosos. Voltar a Destinos Up

  • Cristina Flória - Fotografia

    Trabalhos fotográficos de Cristina Flória TERRUÁ PARÁ - 2013 Terruá Pará 2013 Desenho de Luz - Wagner Pinto Teatro das Artes, São Paulo. Terruá Pará 2013 Desenho de Luz - Wagner Pinto Teatro das Artes, São Paulo Terruá Pará 2013 Desenho de Luz - Wagner Pinto Teatro das Artes, São Paulo Terruá Pará 2013 Desenho de Luz - Wagner Pinto Teatro das Artes, São Paulo. 1/9 APCA 2013 Award for Best Special Project, in the popular music category General directionCarlos Eduardo Miranda Musical direction:Cyz Coalo Zamoranofo Light Design:Wagner Pinto Realization: Government of Para, Culture Communication Network Production São PauloPatty Scótolo – Production Gear Lighting and photography production: Cristina Floria Teatro das Artes – Shopping Eldorado, São Paulo Click here, and access the work carried out with Light Designer Produções Artísticas Up

  • Cristina Flória - Fotografia

    Trabalhos fotográficos de Cristina Flória SINGING WORD Palavra Cantada 20 Anos Desenho de Luz - Wagner Pinto Palavra Cantada 20 Anos Desenho de Luz - Wagner Pinto Palavra Cantada 20 Anos Desenho de Luz - Wagner Pinto Palavra Cantada 20 Anos Desenho de Luz - Wagner Pinto 1/5 20 YEARS SPECIAL Musical Conception and Direction: Sandra Peres and Paulo Tatit Direction: Gustavo Kurlat light design: Wagner Pinto Photography: Cristina Floria HSBC SP Click here, and access the work carried out with Light Designer Produções Artísticas Up

  • Santiago de Compostela | Cristina Floria

    Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Uma viagem pelo norte da Espanha Santiago de Compostela , capital da Galiza , no noroeste da Espanha, é um daqueles destinos que conseguem reunir história, espiritualidade e vida cotidiana em um mesmo lugar. Para muitos viajantes, a cidade representa o ponto de chegada de uma das peregrinações cristãs mais conhecidas do mundo: o Caminho de Santiago . A tradição cristã conta que a cidade guarda o túmulo de Santiago Maior , um dos apóstolos de Jesus Cristo. No século IX, a descoberta atribuída aos restos do apóstolo transformou o local em um importante centro de peregrinação, e a Catedral de Santiago de Compostela passou a ser o coração dessa experiência. Mesmo para quem não faz o caminho por motivos religiosos, chegar à praça diante da catedral e observar os peregrinos comemorando a chegada é um daqueles momentos que tornam a viagem especial. O centro histórico de Santiago conserva ruas estreitas, praças de pedra, igrejas e construções que ajudam a contar a história da cidade. Em 1985, Santiago de Compostela foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO , reconhecimento que reforça a importância cultural e histórica do destino. Mas Santiago não vive apenas de sua tradição religiosa. A cidade também possui uma atmosfera jovem e movimentada, muito influenciada pela Universidade de Santiago de Compostela, uma das universidades mais antigas da Espanha , fundada em 1495. Por isso, é possível encontrar uma mistura interessante entre peregrinos, estudantes, moradores e turistas circulando pelas mesmas ruas. Santiago de Compostela Para quem está viajando, Santiago merece mais do que uma visita rápida à catedral. Vale caminhar sem pressa pelo centro histórico, sentar em uma praça, experimentar os chocolates e doces tradicionais da Galiza, a gastronomia galega e observar os peregrinos chegando. Para muitos peregrinos, chegar a Santiago não significa apenas terminar uma caminhada, mas começar uma nova experiência. Como chegar Eu viajei para Santiago de Compostela saindo de Braga , em Portugal, de ônibus. O embarque foi na Central de Camionagem de Braga, e a passagem pode ser comprada com antecedência pela internet ou diretamente na rodoviária. Para consultar horários, valores e opções de empresas, vale conferir a Busbud . Na minha viagem, escolhi a ALSA, que oferecia cerca de quatro horários diários com destino à Estación de Autobuses de Santiago de Compostela. A viagem levou aproximadamente quatro horas, em um ônibus confortável e com um trajeto bastante tranquilo. O mais interessante é que esse deslocamento acaba sendo também uma oportunidade de conhecer um pouco mais do norte da Espanha. Durante o percurso, o ônibus faz paradas em algumas cidades importantes, como Vigo e Pontevedra , permitindo observar outras paisagens da Galiza e perceber as diferenças entre Portugal e Espanha. Para mim, foi uma ótima maneira de chegar a Santiago. Se você estiver em Braga e tiver tempo, vale considerar esse trajeto não apenas como um simples deslocamento, mas como parte da própria experiência de viagem. Afinal, viajar também é aproveitar o caminho, e não somente o destino final. Voltar a Destinos Up

  • Ilha do Mel, Paraná | Cristina Floria

    Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Ilha do Mel Entre pescadores, histórias e marés A primeira vez que fui à Ilha do Mel , há muitos anos, fiquei encantada com aquela paisagem ainda pouco tocada pelo turismo e pelo movimento de visitantes. Era um território de pescadores, com casas esparsas, histórias guardadas pelo tempo e uma natureza exuberante que parecia abraçar e proteger aqueles que ali viviam. Naquela época, a Ilha era um lugar isolado e de difícil acesso. Chegava-se por Pontal do Sul , geralmente alugando uma embarcação dos pescadores locais — uma baleeira a motor — ou por Paranaguá, num percurso mais longo e também mais caro. Aquele encantamento de quem olha pela primeira vez acabou me acompanhando. Alguns anos depois, escolhi a Ilha do Mel como objeto de estudo na minha graduação em Ciências Sociais, em 1984, na PUC/SP. A pesquisa abordava “A influência do turismo na organização social da atividade pesqueira na Prainha”. A pesquisa foi construída a partir de dados colhidos na própria Ilha, em conversas e entrevistas com pescadores e seus familiares, além de informações obtidas junto aos órgãos competentes de Paranaguá. Ao final, foi possível perceber que, embora o turismo fosse um dos fatores responsáveis por abrir um novo universo de possibilidades para os moradores locais, ele também contribuía para legitimar e acelerar mudanças que já vinham chegando ao cotidiano por meio dos meios de comunicação de massa. Essas transformações apareciam em diferentes aspectos da vida: na linguagem, nas vestimentas, nos hábitos e, principalmente, nas formas de subsistência. A Ilha começava, assim, a experimentar uma nova relação entre o seu modo de vida tradicional e as mudanças trazidas pelo contato cada vez maior com o mundo de fora. Talvez por isso, revisitar hoje aquelas lembranças tenha um significado especial. A Ilha que conheci pela primeira vez não era apenas uma paisagem bonita e quase intocada. Era também um lugar de vidas, histórias, saberes e relações que estavam começando a se transformar diante dos meus olhos. A Ilha do Mel está localizada no litoral do Paraná, na Baía de Paranaguá , uma região formada pelo conjunto das baías de Paranaguá, Antonina e Laranjeiras . Historicamente, a atividade portuária ocupa um papel central na economia regional, tendo o Porto de Paranaguá como um de seus principais símbolos e motores econômicos. Na época em que realizei a pesquisa, a pesca era a principal atividade econômica da Ilha do Mel. Apesar de sua importância para a vida e a sobrevivência das comunidades locais, a atividade pesqueira nunca chegou a ocupar um lugar de destaque na economia do Estado do Paraná. Sua importância estava, sobretudo, no cotidiano das populações que viviam nas ilhas, praias e baías do litoral paranaense, garantindo alimento, trabalho e sustento para muitas famílias. Mais do que uma atividade econômica, a pesca fazia parte do modo de vida dessas comunidades, de suas relações, de seus saberes e de uma forma de viver profundamente ligada ao mar e à natureza. A Ilha do Mel hoje - Como chegar Quarenta anos depois da pesquisa que realizei na Ilha do Mel, em 1984, muita coisa mudou. A pequena ilha de pescadores que encontrei naquela época transformou-se em um dos principais destinos turísticos do Paraná, que pude constatar na minha última viagem à Ilha neste ano (2026). O que antes era um lugar de acesso difícil e marcado pelo cotidiano das comunidades pesqueiras passou a receber um fluxo significativo de visitantes, especialmente durante os períodos de maior movimento turístico. O acesso, no entanto, continua sendo feito por barco, a partir de Pontal do Sul ou de Paranaguá , e dentro da Ilha permanecem proibidos os veículos motorizados, mantendo-se o deslocamento a pé ou de bicicleta. Clique aqui e acesse mais informações sobre a Ilha, os principais atrativos, a biodiversidade, e orientações específicas e gerais para os visitantes. A Ilha abriga hoje duas importantes unidades de conservação — o Parque Estadual da Ilha do Mel , criado em 2002, e a Estação Ecológica da Ilha do Mel , criada em 1982 — que protegem áreas de Mata Atlântica, restingas e outros ecossistemas costeiros. Ao mesmo tempo em que o turismo se consolidou, aumentaram também os desafios relacionados à ocupação do território, ao saneamento, à circulação de visitantes e à preservação da natureza. Em 2025, um novo marco regulatório passou a estabelecer regras específicas para a ocupação, a proteção ambiental, o turismo sustentável e a garantia dos direitos das comunidades tradicionais. Unidades de Conservação Em 2025 foi estabelecido um novo marco regulatório, por meio da Lei Estadual nº 22.315/2025 , que passou a tratar a Ilha do Mel como uma área especial de interesse ambiental e turístico. A legislação busca conciliar preservação ambiental, turismo, ocupação territorial e os direitos das comunidades tradicionais. O controle do turismo e da capacidade de visitação tornou-se uma questão central. O governo anunciou a implantação de um sistema de controle de acesso , previsto para entrar em vigor em 2026, justamente para compatibilizar o fluxo turístico com a capacidade ambiental e a infraestrutura da Ilha. O Parque Estadual da Ilha do Mel tem atualmente capacidade de visitação indicada pelo IAT - Instituto Água e Terra de até 5.000 pessoas por dia, mostrando como a questão da capacidade de suporte passou a fazer parte da gestão contemporânea da Ilha. A implantação de novas estruturas de gestão, o controle de acesso de visitantes e os investimentos em saneamento mostram que a Ilha vive hoje uma nova etapa. A preocupação já não é apenas com a chegada do turismo, como acontecia na época da minha pesquisa, mas com a necessidade de encontrar um equilíbrio entre turismo, conservação ambiental, infraestrutura e permanência das comunidades que construíram sua história naquele território. É interessante perceber, olhando para trás, que algumas das questões que apareciam de forma ainda incipiente naquela pesquisa continuam presentes. A diferença é que o turismo, que naquele momento começava a abrir um novo universo para os moradores, tornou-se hoje uma das principais forças de transformação da Ilha. E, junto com ele, permanece o desafio de preservar não apenas a natureza, mas também os modos de vida, as histórias e as memórias daqueles que sempre fizeram da Ilha do Mel o seu lugar. Voltar a Destinos Up

  • Elaboração de Projetos Culturais | Cristina Floria

    ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS Os cursos sobre Elaboração de Projetos Culturais, na área da produção cultural, tem como objetivo oferecer uma oportunidade aos participantes de adquirir conhecimentos básicos sobre a elaboração de projetos e as especificidades da produção cultural, com dinâmicas que levam à viabilidade de suas ideias e fortalecimento das habilidades individuais para atuação no mercado da produção cultural. Ao longo dos últimos anos o curso foi oferecido em várias instituições vinculadas à ações culturais no estado de São Paulo, como o Sesc SP, nas suas Unidades Pinheiros, Centro de Pesquisa-CPF e Jundiaí, na Casa Mario de Andrade, Oficinas Oswald de Andrade, entre outros. No Sesc Pinheiros oferecemos anualmente o curso on-line exclusivamente para povos indígenas durante os últimos 4 anos. Ação muito importante porque atendeu uma demanda direta dos povos indígenas e permitiu que o curso chegasse até as aldeias. Pudemos constatar a grande demanda existente através do número expressivo de inscrições recebidas. Esperamos continuar oferecendo esta oportunidade para o maior número possível de participantes indígenas e também não-indígenas, fortalecendo, assim, a rede de produtores culturais no Brasil. Se você tem interesse em oferecer o curso em sua instituição entre em contato por e-mail: cris.floria@gmail.com último curso realizado Realizamos no mês de agosto de 2024 mais uma edição do Curso Elaborando Projetos Culturais para Povos Indígenas , com a produção da A 2.0 Produções Artisticas e com a realização do Sesc Pinheiros . Clique aqui para acessar a matéria sobre o curso no Link do portal do MinC - Ministério da Cultura. Programação do Curso: 06/08 – Panorama sobre as Produções Indígenas Palestrante: Naine Terena, com a participação da Karina Gama, diretora de Promoção da Diversidade Cultural do MinC 07/08 – Escrevendo e produzindo o projeto cultural Palestrante: Karuá Tapuia-Tarairiú 13 e 14/08 – Planejamento de Custos e Prestação de Contas Palestrante: Eliane Xunakalo 20/08 – Fontes de financiamento - As possibilidades e os desafios da produção cultural indígena na Política das fontes de investimento. Palestrante: Eva Potiguara 21/08 – Fontes de financiamento II Palestrante: Braulina Baniwa 27/08 – Ações de Mídia Palestrante: Anápuàka Tupinamba Up

  • Porto, Portugal | Cristina Floria

    Voltar a Destinos Roteiros de viagem Porto Portugal

  • Salta, Argentina | Cristina Floria

    Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Argentine Northwest História, cultura e aventuras nas alturas dos Andes The Argentine Northwest was the route of caravans loaded with silver that came from Upper Peru, present-day Bolivia, towards the port of Buenos Aires, during the colonial period. From a cultural point of view, the presence of indigenous peoples is very visible and very present in this region, which can be seen in physical traits, customs, ceremonial parties and cuisine. In theProvinces of Salta and Jujuy , which are part of Northwest Argentina, are concentrated the cities and towns that I visited on this journey that I calledAndean :Jump -La Linda , Humahuaca, Iruya and Purmamarca . Unforgettable and impressive! In Salta is theAlta Montaña Archeology Museum – MAAM , where the archaeological heritage discovered in 1999 in thevolcano Llullaillaco , which can be seen when visiting the Museum's permanent exhibition. Llullaillaco was a sacred site for the Inkas. There, three children and offerings were found in perfect condition. These children are currently in the Museum, and one of them can be seen during the permanent exhibition and lots of information about the period of Inka rule in the region. To access more informationClick here . The Museum of Anthropology can also be visited in Salta, where pieces and artifacts from the culture of the region's native peoples are on display. At the end of this page, in the photo gallery, there is a compilation of some objects. More information about the Museum can be found at Link: https://www.facebook.com/museodeantropologiadesalta/ The Argentine Northwest presents a relief full of impressive rock formations, in multicolored stone patterns, with semi-desert and highland areas, thepuna , biome of the Andes Cordillera, which extends to the north of Argentina, Bolivia, Chile and the Altiplano of Peru. the termpuna comes from the Quechua language, which means mountainous region. The landscapes are spectacular! Como chegar? Para chegar a Salta, uma das opções mais práticas é viajar de avião até o Aeroporto Internacional Martin Miguel de Güemes . Atualmente, não há voo direto do Brasil para Salta, portanto é necessário fazer uma conexão em Buenos Aires antes de seguir para o destino final. Para quem prefere chegar com tudo organizado, o transfer do aeroporto até o hotel pode ser contratado no próprio aeroporto ou antecipadamente pela internet, com empresas que oferecem esse serviço na região. Eu optei por contratar o transfer da Civitatis pelo site da empresa e tive uma experiência muito positiva. Foram pontuais, organizados e muito prestativos, o que fez toda a diferença depois de uma viagem longa. O que fazer em Salta Uma viagem a Salta não estaria completa sem conhecer alguns lugares que ajudam a entender a história, a cultura e a identidade dessa região. O Museu de Arqueologia de Alta Montaña – MAAM é uma visita que não pode ficar de fora do roteiro. Seu principal acervo reúne o patrimônio arqueológico descoberto, em 1999, no vulcão Llullaillaco , um local sagrado para os Incas. Durante as escavações foram encontradas três crianças, além de diversas oferendas, preservadas de maneira impressionante pelas condições climáticas da montanha. Uma das crianças pode ser vista durante o percurso da exposição permanente do museu. É uma experiência marcante e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de conhecer mais sobre a presença e o domínio Inca na região, além dos costumes, crenças e rituais daquele período. Outro lugar importante é o Museu de Antropologia de Salta - MAS , que ajuda a conhecer melhor a história e a arqueologia locais. Seu acervo reúne peças, objetos e artefatos relacionados às culturas dos povos originários que habitaram e ainda fazem parte da identidade do Noroeste Argentino. Vale reservar um tempo para percorrer suas salas com calma e descobrir um pouco mais sobre essa rica herança cultural. No final da página tem fotografias do acervo do Museu - E, para mim, um dos grandes destaques da viagem foi o Tren a las Nubes . Foi, inclusive, um dos principais motivos que me levaram a conhecer o surpreendente Noroeste Argentino. O passeio percorre paisagens de altitude impressionantes e chega a 4.220 metros acima do nível do mar, passando pelo famoso Viaduto La Polvorilla . A viagem de trem é daquelas experiências que ficam na memória. À medida que o trem sobe pela Cordilheira dos Andes , a paisagem vai mudando diante dos olhos, revelando montanhas, vales e uma imensidão que parece não ter fim. E não deixe de reservar um tempo para caminhar por Salta. A cidade tem uma história e uma cultura riquíssimas, que aparecem nas ruas de paralelepípedos, nas construções e na arquitetura colonial, marcada pela herança espanhola e pelas tradições indígenas que permanecem vivas até hoje. Salta é uma cidade para ser explorada sem pressa — olhando para a paisagem, mas também para as histórias que ela guarda. Explore Ruta RN 40 Viaduto La Polvorilla Museu MAS Museu de Antropologia de Salta Voltar a Destinos Up

  • Chinchero, Peru | Cristina Floria

    Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Chinchero Peru As Cores da Ancestralidade Chinchero , que significa “onde nasce o arco-íris ” em quéchua, é um distrito da região de Cusco, localizado na província de Urubamba e integrado ao Vale Sagrado dos Incas. É um daqueles lugares em que a história não está apenas nas ruínas, mas também nas pessoas, nas tradições e no modo de vida que ainda permanece vivo. Muito antes da chegada dos Incas, a região era habitada pelo povo Ayarmaca . Vestígios encontrados na área indicam que a ocupação do território pode ter começado há pelo menos dois mil anos. O território Ayarmaca abrangia uma grande área ao norte e noroeste do atual departamento de Cusco, incluindo lugares como Chinchero , Ollantaytambo , Calca , Chita e Písac . Mais tarde, Chinchero foi incorporada ao Império Inca e tornou-se um importante local de residência do imperador Túpac Inca Yupanqui. Hoje, o visitante encontra ali um interessante conjunto de ruínas incas, terraços agrícolas e construções coloniais, que revelam diferentes períodos da história da região. Uma das coisas que mais chama a atenção em Chinchero é perceber que a cultura andina continua muito presente no cotidiano. A língua predominante é o quéchua, embora o espanhol seja falado pela maioria dos moradores como segunda língua. A região também preserva uma forma tradicional de organização comunitária chamada ayllu . Nesse sistema, famílias ligadas por laços de parentesco vivem próximas, trabalham de maneira coletiva e compartilham terras e recursos. A ajuda mútua faz parte da vida comunitária e pode estar presente em atividades como a agricultura, a construção de casas e outras tarefas necessárias à comunidade. É impossível visitar Chinchero sem reparar nas cores e nas roupas tradicionais de seus habitantes. O vermelho e o preto aparecem com frequência nos trajes, enquanto as mulheres se destacam pelos cabelos cuidadosamente divididos em várias pequenas tranças e pelos belos chapéus que fazem parte da identidade local. Chinchero é especial justamente porque permite perceber que a cultura inca não está apenas nas pedras das antigas construções. Ela também está nas pessoas, na língua, nas roupas, nas tradições e na maneira como as comunidades continuam vivendo e preservando seus costumes. É essa combinação entre passado e presente que torna a visita ao lugar tão interessante. Processo do tingimento natural e tear das artesãs de Chinchero Voltar a Destinos Up

  • Purmamarca | Cristina Floria

    Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Purmamarca Argentina Entre cores e ancestralidade Valle Calchaqui was the setting for the expansion of the Tiahuanaco Culture (650 to 850 AD), described in the Inka Trail. Due to its geographical location, it constitutes a privileged natural route for access and interregional communication in Northwest Argentina. An excellent route of circulation and economic, political, cultural, symbolic and demographic influences that facilitate the contracts of the societies of the Puna, the oasis of San Pedro de Atacama, the Valley of Santa Maria and Hualfin, the Quebradas del Toro and Humahuaca, the Lerma Valley and the Western Jungles. This stage is characterized by a moment of great demographic growth accompanied by the emergence of societies that had a high level of social complexity. Possibly the political organization was based on regional chiefdoms (political organization in non-industrial societies), which integrated the large territories of the most important valleys, accompanied by a form of settlement called Pukara, social centers built on top of the hills and places of good visibility and of difficult access, as a defense and control strategy. The tenth Inka, Tupa Inka Yupanki, was responsible for the annexation of Northwest Argentina to Tawantinsuyu (Imperio Inka, which in the Quechua language means "the four parts together", Cuzco being the administrative and political center. The territory became known as Kollasuyu. In this During this period, the Qapaq Ñan road underwent expansion, allowing rapid mobility of information, trade and human resources. Source: Salta Museum of Anthropology Purmamarca in the Quechua language means "City of the Virgin Land", in the past it was an ancient stop of the Inka Trail. Today it is considered a World Heritage Site by Unesco. Purmamarca is the access route to San Pedro de Atacama, Chile, via Ruta 52, which can be taken by bus crossing the Puna, at more than 3,000 meters above sea level, passing by Salinas Grandes, Reserva_cc781905- 5cde-3194-bb3b-136bad5cf58d_ Nacional Los Flamencos, crossing the border at Passo de Jama, through the Andes. Caminhos que contam histórias O Valle Calchaquí , no noroeste da Argentina, guarda uma história muito mais antiga do que as paisagens impressionantes que hoje atraem viajantes. A região foi palco da presença e expansão de diferentes culturas andinas e, posteriormente, passou a fazer parte do vasto território do Império Inka . Entre os séculos VII e IX, o vale recebeu influências da Cultura Tiahuanaco , uma das importantes civilizações pré-colombianas dos Andes. Séculos depois, durante a expansão inka, o décimo Inka, Tupa Inka Yupanki , foi responsável pela anexação do Noroeste Argentino ao Tawantinsuyu , nome em quíchua que significa “as quatro partes juntas ”. O império tinha Cuzco como seu centro político e administrativo, e o território incorporado ao sul ficou conhecido como Kollasuyu. Foi nesse período que a Qapaq Ñan , a grande rede de caminhos do Império Inka, ganhou ainda mais importância. As estradas permitiam a circulação de pessoas, informações, produtos e recursos por enormes distâncias, conectando diferentes povos e territórios dos Andes. Muitas dessas antigas rotas ajudam hoje a contar a história das sociedades que viveram nessa região muito antes da chegada dos espanhóis. O período também foi marcado por um significativo crescimento da população e pelo surgimento de sociedades cada vez mais organizadas. Algumas comunidades ocupavam os chamados Pukara , assentamentos construídos em pontos elevados, como cerros e áreas de difícil acesso. A localização estratégica permitia maior visibilidade do território e funcionava como uma forma de defesa e controle. Ao viajar pelo Valle Calchaquí , é interessante olhar para a paisagem além das montanhas, vinícolas e pequenas cidades. Muitos desses lugares foram ocupados por povos que desenvolveram formas próprias de organização, comércio, agricultura e relação com o território. Conhecer essa história torna a viagem ainda mais interessante e ajuda a perceber que estamos caminhando por uma região que foi, durante séculos, um importante ponto de encontro entre diferentes culturas andinas. Fonte: Museu de Antropologia de Salta. Voltar a Destinos Up

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