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- Purmamarca | Cristina Floria
Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Purmamarca Argentina Entre cores e ancestralidade Valle Calchaqui was the setting for the expansion of the Tiahuanaco Culture (650 to 850 AD), described in the Inka Trail. Due to its geographical location, it constitutes a privileged natural route for access and interregional communication in Northwest Argentina. An excellent route of circulation and economic, political, cultural, symbolic and demographic influences that facilitate the contracts of the societies of the Puna, the oasis of San Pedro de Atacama, the Valley of Santa Maria and Hualfin, the Quebradas del Toro and Humahuaca, the Lerma Valley and the Western Jungles. This stage is characterized by a moment of great demographic growth accompanied by the emergence of societies that had a high level of social complexity. Possibly the political organization was based on regional chiefdoms (political organization in non-industrial societies), which integrated the large territories of the most important valleys, accompanied by a form of settlement called Pukara, social centers built on top of the hills and places of good visibility and of difficult access, as a defense and control strategy. The tenth Inka, Tupa Inka Yupanki, was responsible for the annexation of Northwest Argentina to Tawantinsuyu (Imperio Inka, which in the Quechua language means "the four parts together", Cuzco being the administrative and political center. The territory became known as Kollasuyu. In this During this period, the Qapaq Ñan road underwent expansion, allowing rapid mobility of information, trade and human resources. Source: Salta Museum of Anthropology Purmamarca in the Quechua language means "City of the Virgin Land", in the past it was an ancient stop of the Inka Trail. Today it is considered a World Heritage Site by Unesco. Purmamarca is the access route to San Pedro de Atacama, Chile, via Ruta 52, which can be taken by bus crossing the Puna, at more than 3,000 meters above sea level, passing by Salinas Grandes, Reserva_cc781905- 5cde-3194-bb3b-136bad5cf58d_ Nacional Los Flamencos, crossing the border at Passo de Jama, through the Andes. Caminhos que contam histórias O Valle Calchaquí , no noroeste da Argentina, guarda uma história muito mais antiga do que as paisagens impressionantes que hoje atraem viajantes. A região foi palco da presença e expansão de diferentes culturas andinas e, posteriormente, passou a fazer parte do vasto território do Império Inka . Entre os séculos VII e IX, o vale recebeu influências da Cultura Tiahuanaco , uma das importantes civilizações pré-colombianas dos Andes. Séculos depois, durante a expansão inka, o décimo Inka, Tupa Inka Yupanki , foi responsável pela anexação do Noroeste Argentino ao Tawantinsuyu , nome em quíchua que significa “as quatro partes juntas ”. O império tinha Cuzco como seu centro político e administrativo, e o território incorporado ao sul ficou conhecido como Kollasuyu. Foi nesse período que a Qapaq Ñan , a grande rede de caminhos do Império Inka, ganhou ainda mais importância. As estradas permitiam a circulação de pessoas, informações, produtos e recursos por enormes distâncias, conectando diferentes povos e territórios dos Andes. Muitas dessas antigas rotas ajudam hoje a contar a história das sociedades que viveram nessa região muito antes da chegada dos espanhóis. O período também foi marcado por um significativo crescimento da população e pelo surgimento de sociedades cada vez mais organizadas. Algumas comunidades ocupavam os chamados Pukara , assentamentos construídos em pontos elevados, como cerros e áreas de difícil acesso. A localização estratégica permitia maior visibilidade do território e funcionava como uma forma de defesa e controle. Ao viajar pelo Valle Calchaquí , é interessante olhar para a paisagem além das montanhas, vinícolas e pequenas cidades. Muitos desses lugares foram ocupados por povos que desenvolveram formas próprias de organização, comércio, agricultura e relação com o território. Conhecer essa história torna a viagem ainda mais interessante e ajuda a perceber que estamos caminhando por uma região que foi, durante séculos, um importante ponto de encontro entre diferentes culturas andinas. Fonte: Museu de Antropologia de Salta. Voltar a Destinos Up
- Braga, Portugal | Cristina Floria
Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA BRAGA Portugal Santuário Bom Jesus do Monte A Alma Barroca A origem de Braga remonta aos povos celtas, mas a cidade possui uma história milenar marcada pela presença romana. No século II a.C., foi conquistada pela Roma Antiga e, posteriormente, entre os séculos XV e XIII a.C., teria sido fundada como Bracara Augusta, em homenagem ao imperador romano Augusto. Mais tarde, tornou-se capital da província da Galécia e do Reino Suevo, sendo considerada a cidade mais antiga de Portugal. Braga destaca-se também pelo seu vasto património histórico e cultural. É conhecida por ser a cidade portuguesa com maior número de igrejas e abriga o Santuário do Bom Jesus do Monte, classificado como Património Mundial da UNESCO. Como chegar Braga é uma das principais cidades do norte de Portugal e possui boas conexões com outras cidades do país. É possível chegar a Braga de trem (comboio), uma opção prática para quem parte do Porto, por exemplo. Para consultar horários, trajetos, tipos de serviço e valores das passagens, acesse o site oficial da CP – Comboios de Portugal . Também é possível chegar a Braga de ônibus (autocarro), com opções de diferentes empresas que conectam a cidade a outros destinos portugueses. Para quem está viajando de carro, Braga também possui fácil acesso pelas principais rodovias da região. Vista panorâmica da cidade Principais pontos turísticos Conhecida como uma das cidades mais antigas de Portugal, ela reúne vestígios do período romano, igrejas centenárias, praças charmosas e uma vida urbana que mistura tradição e modernidade. Um dos lugares que mais chama a atenção é o Santuário do Bom Jesus do Monte , famoso por sua imponente escadaria barroca, seus jardins e pela vista privilegiada da cidade. Mais do que um ponto turístico, o santuário faz parte da identidade religiosa e cultural de Braga e merece ser visitado com calma. No centro histórico, a Sé de Braga é uma parada praticamente obrigatória. Considerada uma das construções religiosas mais importantes de Portugal, ela ajuda a entender a forte tradição religiosa da cidade. Caminhando pelas ruas ao redor, é possível encontrar pequenas praças, igrejas, cafés e edifícios históricos que revelam um pouco do cotidiano bracarense. O Arco da Porta Nova também merece atenção. Construído no século XVIII, ele marca uma das antigas entradas da cidade e hoje é um dos símbolos de Braga. A partir dali, vale simplesmente seguir caminhando e deixar que as ruas do centro histórico conduzam o passeio. Para quem gosta de história, Braga reserva surpresas que vão muito além das igrejas. As Termas Romanas do Alto da Cividade e a Fonte do Ídolo são testemunhos da antiga Bracara Augusta, mostrando a importância que a cidade já tinha durante o período romano. Conhecer esses lugares ajuda a perceber que a história de Braga começou muito antes dos monumentos religiosos que hoje dominam sua paisagem. É uma cidade para conhecer aos poucos, observando os detalhes, entrando em uma igreja pelo caminho, sentando em uma praça para tomar um café e percebendo como a história continua presente na vida cotidiana. Na minha passagem por Braga, senti que deveria ter ficado mais alguns dias, pois há muito mais para conhecer e vivenciar com calma. É um daqueles destinos em que, quanto mais você caminha e presta atenção aos detalhes, mais percebe que um roteiro corrido não é suficiente para descobrir tudo o que a cidade tem a oferecer. Voltar a Destinos Up
- Paracas, Peru | Cristina Floria
Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Paracas Peru Entre o Deserto e o Mar A cultura Paracas, que floresceu aproximadamente entre 850 a.C. e 200 d.C., foi uma das importantes culturas pré-incaicas do Peru. Seus povos habitavam uma extensa faixa do litoral centro-sul do país, entre o vale de Cañete e a bacia do Rio Grande de Nazca. Os Paracas ficaram especialmente conhecidos pela qualidade e riqueza de seus tecidos, considerados verdadeiras obras de arte, além dos conhecimentos desenvolvidos em técnicas de irrigação, fundamentais para a sobrevivência em uma região tão árida. Algumas das descobertas arqueológicas mais importantes dessa cultura foram encontradas no Cerro Colorado, próximo à entrada da atual Reserva Nacional de Paracas. Ali está a famosa necrópole de Wari Kayan , que infelizmente não pudemos conhecer durante nossa viagem , quem sabe, esse pode ser um motivo para voltar ao Peru em outra oportunidade. Mesmo sem ter visitado o local, saber um pouco da sua história torna ainda mais interessante conhecer a região de Paracas e imaginar o que essas descobertas revelam sobre uma civilização que viveu ali há tantos séculos. Na necrópole de Wari Kayan foram encontrados numerosos sepultamentos e objetos que ajudaram os pesquisadores a conhecer melhor os costumes e a organização dessa antiga sociedade. O próprio nome Paracas já nos dá uma pista sobre as características desse lugar. De acordo com a interpretação tradicional, a palavra vem do quíchua e está relacionada à expressão “chuva de areia ” — para, chuva, e aco, areia. É um nome que combina perfeitamente com a paisagem que encontramos por ali: um encontro impressionante entre o deserto, o vento, a areia e o oceano, onde a natureza e a história se encontram. Como chegar Paracas fica a aproximadamente 3 horas e meia de viagem de Lima, dependendo das condições da estrada e do transporte escolhido. Para quem busca uma opção mais econômica, uma alternativa é viajar de ônibus, e a empresa Cruz del Sur faz esse trajeto em diversos horários ao longo do dia. Outra possibilidade é contratar uma agência de turismo e fazer um bate-volta Lima → Paracas → Lima . É uma opção interessante para quem tem pouco tempo disponível, pois facilita bastante a organização dos passeios. Mas, se você tiver mais de um dia para essa região, minha recomendação é não ficar somente em Paracas . Vale a pena incluir também Huacachina e Nasca no roteiro. Foi justamente pensando nessa possibilidade que achei interessante a proposta da Peru Hop , que oferece roteiros por diferentes destinos do Peru, incluindo Paracas, Huacachina, Nasca, Arequipa e Cusco. Uma das vantagens é a flexibilidade de poder permanecer mais tempo em determinados lugares, em vez de fazer tudo correndo. Dependendo do pacote escolhido, alguns passeios também já estão incluídos. Em Paracas, há dois passeios que considero imperdíveis: o passeio até as Ilhas Ballestas e a visita à Reserva Nacional de Paracas . São experiências completamente diferentes, mas que ajudam a conhecer a diversidade natural e as paisagens impressionantes dessa região do Peru. Uma dica que considero importante para quem vai a Paracas: evite deixar para fazer o câmbio de dinheiro por lá. Durante a nossa experiência, encontramos taxas de câmbio menos vantajosas do que em outros lugares do Peru. Também vale ficar atento aos gastos com alimentação. Por ser um destino bastante turístico, os restaurantes de Paracas costumam ter preços mais elevados quando comparados a outras cidades e regiões do Peru. Por isso, se possível, vale a pena organizar o câmbio antes de chegar e pesquisar os preços dos restaurantes. Assim, você consegue aproveitar melhor a viagem sem ser pego de surpresa pelos valores. Candelabro Geoglifo de 117m de altura por 67m de largura, se encontra no Cerro Talpo. A origem e finalidade dele é desconhecida. Os impressionantes tecidos da cultura Paracas Uma das coisas que mais impressionam na cultura Paracas é o contraste entre a riqueza e a delicadeza de seus trabalhos têxteis e a paisagem árida do deserto onde eles foram encontrados. Os tecidos e bordados Paracas apresentam um nível de detalhe extraordinário. Pequenas figuras, muitas delas com aparência quase tridimensional, foram cuidadosamente trabalhadas, revelando a habilidade e o conhecimento técnico desses antigos artesãos. Grande parte dos tecidos Paracas que conhecemos atualmente foi encontrada junto aos fardos funerários. Os corpos dos mortos eram cuidadosamente envolvidos por diversos mantos, ricamente decorados com figuras e símbolos que, além de sua beleza, carregavam significados religiosos e culturais. O culto aos mortos tinha uma importância muito grande nas sociedades do antigo Peru. Os objetos e tecidos que acompanhavam os falecidos parecem ter desempenhado um papel importante nessa passagem para a outra vida. Ao conhecer essas peças, fica difícil não imaginar o trabalho, a paciência e a habilidade necessários para produzir cada detalhe. São testemunhos de uma cultura que conseguiu transformar fios e tecidos em verdadeiras obras de arte, preservadas por séculos graças, em parte, às condições extremamente secas do deserto. Fontes: Museo AMANO e Museo Larco , Lima, Peru. Reserva Nacional de Paracas Paracas é daqueles destinos que surpreendem pela diversidade. Em meio ao deserto, o oceano, as praias, as ilhas e uma rica vida marinha se encontram em uma paisagem única. Na Reserva Nacional de Paracas , vale explorar alguns de seus cenários mais marcantes e observar de perto a enorme diversidade de aves e outras espécies que vivem por ali. Um dos passeios imperdíveis é conhecer as Ilhas Ballestas , onde leões-marinhos, pinguins e inúmeras aves fazem parte da paisagem. E há ainda um lugar especialmente curioso: a Playa Roja , que impressiona pelo contraste entre o vermelho intenso da areia, o azul do Pacífico e o dourado do deserto. É considerada a única praia de areia vermelha da América do Sul e uma das poucas desse tipo no mundo — um daqueles lugares que rendem fotos incríveis e uma experiência difícil de esquecer. Além da beleza natural, Paracas também guarda um capítulo importante da história peruana: foi ali que José de San Martín desembarcou em 1820, antes de liderar parte do processo de independência do Peru. É um passeio que combina natureza, história e paisagens que ficam na memória — uma ótima parada para quem quer conhecer um lado diferente do Peru. Islas Ballestas Voltar a Destinos Up
- Santarém | Cristina Floria
Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA SANTARÉM Amazônia - Pará Entre Rios e Floresta It is located at the confluence of dos rivers Tapajós e Amazon, na Lower Amazon Mesoregion . Known poetically as "Pearl of Tapajós". The European presence in the mouth of the region Ipixuna river, atual Tapajós, begins in mid- 1542. It is one of the oldest and culturally significant cities in Pará. The region comprising Santarém and Alter do Chão was inhabited by the Tapajó indigenous peoples. Acesso A modalidade hidroviária é o mais importante meio de locomoção de passageiros e transporte de cargas devido à existência dos vários rios que formam a rede hidrográfica (Amazonas, Tapajós, Arapiuns, Curuá-Una, Moju e Mojuí). Embarcações de médio porte fazem a navegação fluvial entre os municípios. Está a 880 Km de Belém e 756 km de Manaus. Santarém é servida pelo Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca , o quinto mais movimentado aeroporto do Norte do país. Fica a 15 quilômetros do centro da cidade . Por via terrestre o acesso até Cuiabá, capital do estado do Mato Grosso, é possível através da BR-163. Santarém é muito mais do que uma cidade de passagem para Alter do Chão. É um lugar onde história, cultura, natureza e vida ribeirinha se encontram — e conhecer um pouco dessa diversidade ajuda a compreender melhor toda a riqueza do Baixo Tapajós. Voltar a Destinos Up
- Machu Picchu | Cristina Floria
Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Onde os Andes guardam memórias Machu Picchu , em quéchua, “montanha velha ”, está localizada no alto das montanhas, no vale do rio Urubamba, a aproximadamente 2.400 metros de altitude, cercada por uma paisagem que impressiona tanto quanto as próprias construções. Durante muito tempo, acreditou-se que Machu Picchu havia sido construída em meados do século XV, durante o período de expansão do Império Inca, e que teria sido habitada por aproximadamente um século. Pesquisas mais recentes, porém, levantam novas possibilidades. Há indícios de ocupação do local por volta de 1420, o que poderia significar que sua construção começou antes do reinado de Pachacútec e até mesmo antes da consolidação do Império Inca. A história ainda está sendo investigada, e novas pesquisas poderão ajudar a esclarecer melhor as origens do lugar. Também existem discussões sobre o próprio nome pelo qual os Incas conheciam o local. Embora hoje seja mundialmente conhecido como Machu Picchu, pesquisas recentes sugerem que os Incas poderiam ter utilizado o nome Huayna Picchu para se referir à região. Uma das coisas que mais chama a atenção ao visitar o sítio arqueológico é perceber a diferença entre as estruturas originais e as áreas reconstruídas. Estima-se que cerca de 30% das construções sejam originais, enquanto o restante passou por trabalhos de reconstrução e conservação. Nas partes originais, as pedras são maiores, cuidadosamente trabalhadas e apresentam encaixes extremamente precisos, com pouquíssimo espaço entre elas. É uma demonstração impressionante da habilidade dos construtores incas. Machu Picchu também carrega um forte significado religioso. Muitos historiadores acreditam que o local tinha uma função sagrada e estava relacionado ao culto de Inti , o Deus Sol, uma das principais divindades da cultura inca. Há também a interpretação de que poderia ter funcionado como um espaço de descanso ou refúgio da elite inca, possivelmente ligado ao imperador Pachacútec . Independentemente das teorias sobre sua verdadeira função, estar em Machu Picchu é uma experiência difícil de descrever. A cidade parece fazer parte da própria montanha. As construções de pedra, os terraços agrícolas e as montanhas ao redor formam uma paisagem em que natureza e arquitetura parecem ter sido planejadas juntas. Em 1981, Machu Picchu foi reconhecida como Patrimônio Histórico do Peru e, em 1983, recebeu da UNESCO o título de Patrimônio Mundial da Humanidade. Em 2007, foi escolhida, por votação popular internacional, como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Hoje, mais do que um dos lugares turísticos mais famosos do mundo, Machu Picchu é uma das grandes testemunhas da capacidade dos Incas de construir, adaptar-se à paisagem e transformar a própria montanha em parte de sua arquitetura. Como chegar No meu roteiro, fiz o trajeto de Cusco até Machu Picchu de ônibus e trem, utilizando a PeruRail, . Foi uma ótima experiência: o serviço foi confortável e pontual, e recomendo a empresa. Como os horários mais procurados costumam ter bastante demanda, é aconselhável comprar as passagens com antecedência, diretamente pelo site da empresa ou por meio de agências de turismo, que normalmente cobram um valor maior. Um detalhe importante no planejamento é que a entrada em Machu Picchu possui controle de visitantes e os ingressos são bastante procurados. Por isso, recomendo comprar primeiro o ingresso para o Parque e somente depois definir e comprar o horário do trem. Assim, você consegue organizar o transporte de acordo com o horário reservado para a visita. O ingresso oficial pode ser adquirido pelo sistema do Ministério da Cultura do Peru: Bilhetes oficiais para Machu Picchu / https://tuboleto.cultura.pe/llaqta_machupicchu Depois de chegar a Águas Calientes (Machu Picchu Pueblo), é preciso fazer o último trecho até a entrada do sítio arqueológico. É possível pegar o ônibus, comprando o bilhete na própria cidade, ou fazer o percurso a pé, para quem prefere caminhar e tem disposição para enfrentar a subida. Para mim, todo esse deslocamento — trem, Águas Calientes e finalmente a chegada a Machu Picchu — já faz parte da experiência. A expectativa vai aumentando aos poucos, até finalmente estar diante das montanhas e das impressionantes construções incas. Curiosidade Machu Picchu é, sem dúvida, um dos lugares mais procurados por quem visita o Peru. São cerca de 4.000 visitantes por dia, em média, o que representa aproximadamente 1,5 milhão de pessoas por ano. Esse grande fluxo de turistas tornou necessária a adoção de medidas para proteger tanto o sítio arqueológico quanto o delicado ambiente natural que o cerca. A crescente procura levou o governo peruano a estabelecer limites para o número de visitantes, buscando preservar as construções, os caminhos e a própria paisagem de Machu Picchu para as próximas gerações. Por isso, é importante planejar a visita com antecedência, especialmente na escolha da data e na compra dos ingressos. Mais do que uma atração turística, Machu Picchu é um patrimônio histórico e cultural de valor incalculável. Visitar o local também significa assumir a responsabilidade de preservá-lo, para que outras pessoas possam ter a mesma oportunidade de conhecer esse lugar extraordinário. Voltar a Destinos Up
- Nasca, Peru | Cristina Floria
Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Linhas de Nasca Peru Nasca: uma cultura marcada pela arte e pelos mistérios do deserto O vale do Rio Nasca foi uma das regiões onde floresceu a cultura Nasca ou Nazca , que se desenvolveu aproximadamente entre 100 a.C. e 800 d.C.. Essa cultura recebeu forte influência da cultura Paracas , conhecida principalmente pela riqueza e pela beleza de sua produção têxtil, que já mencionamos nos textos sobre Paracas. Os Nasca desenvolveram uma cultura rica e sofisticada, deixando como legado diferentes formas de cerâmica, tecidos e outras manifestações artísticas, além de conhecimentos que revelam a capacidade técnica dessas populações que viveram no deserto peruano há tantos séculos. Mas foi por meio dos geoglifos, as famosas Linhas de Nasca , que essa cultura se tornou conhecida mundialmente. São enormes desenhos e figuras traçados sobre o solo do deserto, representando animais, plantas, formas geométricas e outros símbolos. Produzidos ao longo de diferentes períodos, esses desenhos impressionam não apenas pelo tamanho, mas também pela precisão e pelo mistério que ainda envolve sua finalidade. Ao sobrevoar as Linhas de Nasca, é difícil não se perguntar como essas figuras foram planejadas e executadas por uma sociedade que não contava com os recursos tecnológicos que temos hoje. Talvez seja justamente essa combinação entre engenhosidade, arte e mistério que faça desse lugar uma das experiências mais marcantes de uma viagem pelo Peru. Fontes: Museo Antonini , Nasca/Peru; Museo de Arte Precolombino , Cusco/Peru. Como chegar No meu roteiro, cheguei a Nasca partindo de Lima, em uma viagem de aproximadamente 3 horas e meia de ônibus. Para quem procura uma opção econômica e confortável, a Cruz del Sur faz esse trajeto com vários horários ao longo do dia. É uma alternativa prática para quem está viajando pelo Peru e quer incluir Nasca no roteiro. Outra possibilidade é contratar os serviços de uma agência de turismo, que foi a opção que escolhi. Recomendo a Peru Hop , especialmente para quem deseja conhecer mais de um destino ao longo do caminho. A empresa oferece roteiros que passam por Paracas e Huacachina antes de chegar a Nasca, com a flexibilidade de permanecer mais de um dia em cada lugar e aproveitar a viagem com mais calma. Para mim, foi uma ótima maneira de conhecer diferentes destinos sem precisar organizar separadamente cada trecho do percurso. Essa opção também é interessante porque alguns pacotes já incluem passeios que considero imperdíveis, como o sobrevoo das Linhas de Nasca e a visita aos aquedutos de Cantalloc . Dessa forma, o deslocamento entre os destinos deixa de ser apenas um meio para chegar a Nasca e passa a fazer parte da própria experiência da viagem. Além da praticidade, é uma maneira de conhecer diferentes lugares pelo caminho e aproveitar melhor cada etapa do roteiro. Os desenhos que atravessam o tempo As Linhas de Nasca estão entre os maiores mistérios arqueológicos do Peru e são, sem dúvida, uma das experiências mais marcantes para quem visita a região. Algumas das figuras podem ser observadas do mirante localizado às margens da estrada, mas a melhor maneira de compreender sua dimensão e enxergar os desenhos em sua totalidade é fazer o sobrevoo da região em um pequeno bimotor, uma das principais atrações turísticas de Nasca. As figuras são formadas, em sua maioria, por linhas contínuas traçadas no solo do deserto. Algumas impressionam pelo tamanho, chegando a aproximadamente 370 metros de comprimento. A combinação de um clima extremamente seco, pouca chuva e ausência de ventos fortes contribuiu para que esses desenhos permanecessem preservados por tantos séculos. Em 1994, as Linhas de Nasca foram declaradas Patrimônio Mundial pela UNESCO. Desde então, inúmeros pesquisadores procuram compreender por que e como foram construídas. Durante muito tempo, diferentes teorias tentaram explicar sua finalidade, muitas delas relacionadas a rituais, astronomia e religião. Estudos mais recentes, porém, trouxeram novas possibilidades. Pesquisas envolvendo hidrogeologia e tectônica indicam que parte das linhas pode estar relacionada à maneira como os antigos habitantes da região compreendiam, aproveitavam e administravam a água. Em um ambiente desértico, onde esse recurso era extremamente precioso, algumas das linhas parecem acompanhar o movimento natural da água pela superfície do terreno. E a história das linhas pode ser ainda mais antiga do que imaginávamos. A cultura Paracas é considerada por alguns pesquisadores como uma das culturas que influenciaram o desenvolvimento posterior da tradição dos geoglifos. Em 2018, arqueólogos utilizando drones identificaram 25 novos geoglifos na província de Palpa, muitos deles atribuídos aos Paracas e anteriores às famosas Linhas de Nasca em aproximadamente mil anos. Tudo isso torna o sobrevoo ainda mais interessante. Quando estamos no alto e vemos aquelas enormes figuras desenhadas no deserto, é inevitável pensar nas pessoas que estiveram ali há milhares de anos e imaginar o significado que aquelas linhas tinham para elas. Talvez parte do encanto das Linhas de Nasca esteja justamente no fato de ainda não termos todas as respostas. Fontes: Museo Antonini , Nasca/Peru; Museo de Arte Precolombino , Cusco/Peru. Aquedutos de Nasca: água no coração do deserto Quando pensamos em Nasca, é natural que as famosas linhas e figuras desenhadas no deserto sejam a primeira coisa que venha à cabeça. Mas a região guarda outro tesouro que, para mim, merece muito ser conhecido: os aquedutos de Nasca . Eles mostram um lado menos conhecido dessa antiga civilização e revelam como os Nasca encontraram maneiras extraordinárias de sobreviver e prosperar em uma das regiões mais secas do Peru. Os aquedutos formam um sofisticado sistema de captação e distribuição de água, construído há muitos séculos. Por meio de galerias subterrâneas, poços, reservatórios e canais, os Nasca conseguiam retirar água do lençol freático e levá-la até os campos de cultivo. Graças a esse conhecimento, foi possível produzir alimentos e desenvolver uma sociedade próspera em meio a uma paisagem que, à primeira vista, parece quase impossível para a vida. Alguns desses locais são conhecidos como “olhos de água ”, por causa dos pontos de acesso e dos respiradouros construídos ao longo das galerias. Alguns têm formato de espiral e permitem chegar até a água, além de facilitar a circulação de ar e a manutenção do sistema. Para quem está viajando pelo Peru, considero esse passeio uma experiência que vale muito a pena. É diferente das atrações mais conhecidas e ajuda a enxergar Nasca com outros olhos. Ao caminhar pelo local, fica mais fácil imaginar como uma população que viveu há milhares de anos conseguiu compreender o comportamento da água e criar uma solução tão inteligente para enfrentar o deserto. E talvez seja justamente isso que mais impressiona: enquanto as Linhas de Nasca despertam nossa curiosidade pelo mistério, os aquedutos nos surpreendem pelo conhecimento e pela engenhosidade de quem os construiu. Se você estiver montando seu roteiro por Nasca, eu recomendo incluir os aquedutos junto com o sobrevoo das Linhas de Nasca . São experiências diferentes, mas que se complementam e ajudam a conhecer melhor a história dessa fascinante civilização. Mais do que visitar um lugar antigo, é uma oportunidade de estar diante de uma obra que continua funcionando como testemunho da inteligência e da capacidade de adaptação dos povos que viveram no deserto peruano. Acervo do Museo Antonini e do Museo de Arte Precolombiano Voltar a Destinos Up
- Huacachina, Peru | Cristina Floria
Voltar a Destinos Voltar a Destinos Voltar a Destinos Voltar a Destinos Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Huacachina Deserto de Ica Huacachina é um pequeno oásis localizado na província de Ica , no Peru. Cercada por enormes dunas de areia, a lagoa parece surgir de repente em meio ao deserto e cria uma paisagem que chama a atenção logo à primeira vista. Com uma população permanente de cerca de 100 pessoas, o lugar é pequeno, mas recebe viajantes atraídos principalmente pelas paisagens e pelas aventuras nas dunas. Conta a história local que uma bela princesa indígena estava se banhando quando foi surpreendida por um jovem caçador. Assustada, ela fugiu, deixando para trás a piscina onde se banhava, que teria se transformado na lagoa de Huacachina. As dobras de seu manto, que se movimentavam enquanto corria pelo deserto, teriam dado origem às enormes dunas que hoje cercam a lagoa. Segundo a lenda, a princesa acabou se transformando em uma bela sereia, que continua vivendo nas águas da lagoa. Até hoje, essa história faz parte do imaginário de Huacachina e ajuda a dar ao lugar um certo ar de mistério. Ao visitar o oásis, vale reservar um tempo não apenas para conhecer a lagoa, mas também para caminhar pelas dunas e observar o contraste entre o verde das palmeiras e a imensidão do deserto. Huacachina é um daqueles lugares em que paisagem, aventura e histórias locais se misturam, tornando a experiência muito mais interessante do que simplesmente fazer uma parada para tirar fotos. Aventura nas dunas de Huacachina Se você gosta de aventura, prepare-se para uma boa dose de adrenalina em Huacachina. Os passeios de buggy pelas dunas são, sem dúvida, uma das experiências mais divertidas do oásis. Os motoristas encaram as enormes dunas com bastante emoção, subindo e descendo pelas areias em um percurso que mais parece uma montanha-russa no meio do deserto. Algumas dunas chegam a cerca de 30 metros de altura, deixando o passeio ainda mais impressionante. E a aventura não termina no buggy. O sandboard também costuma fazer parte do passeio e consiste em deslizar pelas dunas sobre uma prancha. Não é preciso ser experiente para experimentar — geralmente os instrutores dão algumas orientações antes da descida. E, mesmo que você não tenha muita habilidade, a diversão está garantida! No meu caso, esse passeio fez parte do roteiro da Peru Hop , e um dos momentos mais bonitos veio depois de toda a adrenalina: assistir ao pôr do sol sobre o deserto de Ica, quando as dunas vão mudando de cor e o cenário fica ainda mais especial. Depois de tanta aventura, vale desacelerar. Caminhar ao redor da lagoa de Huacachina, sem pressa, é uma ótima maneira de conhecer outro lado do oásis. Pela manhã, quando o movimento costuma ser menor, ou no final do dia, depois do passeio pelas dunas, é possível apreciar a paisagem com mais tranquilidade e simplesmente aproveitar aquele contraste incrível entre a água, as palmeiras e o deserto. Huacachina é assim: um lugar para sentir adrenalina, mas também para parar, respirar e contemplar. Voltar a Destinos Up
- Vale Sagrado e Sul, Peru | Cristina Floria
Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Vale Sagrado e Vale Sul Cusco Entre Montanhas e Memórias O Vale Sagrado dos Incas , conhecido em quéchua como Willcamayu , fica nos arredores de Cusco e é um dos lugares mais especiais para quem viaja pelo Peru. Cercado pelas montanhas dos Andes e cortado pelo rio Urubamba, o vale reúne paisagens impressionantes, sítios arqueológicos e pequenas comunidades que ainda preservam muitos costumes e tradições ancestrais. A região era considerada sagrada pelos Incas, principalmente pela abundância de água, pela fertilidade das terras e pelo clima favorável à agricultura. O vale teve um papel importante na produção de alimentos para o império, especialmente o milho, e até hoje é possível observar plantações nas encostas e nos vales. É um território místico, onde a história se mantém viva em povoados andinos, mercados vibrantes e engenhosas ruínas que desafiam o tempo. Percorrer esse roteiro é desvendar o monumental complexo de Pisac , com seus terraços agrícolas perfeitos, e caminhar pelas ruelas de Ollantaytambo , uma verdadeira "cidade inca viva" que preserva seu traçado urbano original e uma imponente fortaleza militar. A jornada ganha ainda mais riqueza cultural na tradição têxtil de Chinchero , nas impressionantes crateras circulares de Moray — que funcionavam como um laboratório agrícola a céu aberto —, e no visual geométrico e único das Salinas de Maras , cujas milhares de piscinas de sal são cultivadas de forma comunitária desde os tempos ancestrais. A riqueza cultural e a tradição têxtil de Chinchero são tão fascinantes que dediquei uma página especial para este lugar, que você pode explorar clicando aqui . O Vale Sagrado não é apenas um lugar de ruínas e monumentos históricos. É uma região onde a história continua viva. Em algumas comunidades, costumes, técnicas agrícolas, artesanato, vestimentas e formas tradicionais de viver permanecem presentes no dia a dia. Ao visitar o Vale Sagrado, vale ir além dos principais sítios arqueológicos. Aproveite para caminhar pelos mercados, observar o cotidiano das comunidades, provar os sabores locais e conversar com as pessoas que vivem ali. Essas experiências simples ajudam a enxergar o destino de outra maneira e a perceber que, por trás das ruínas e das belas paisagens, existe uma cultura viva, preservada por gerações de povos andinos. Se você está montando um roteiro pelo Peru, o Vale Sagrado merece alguns dias. Reserve tempo para apreciar a paisagem, conhecer as comunidades e se deixar envolver pelo ritmo dos Andes. É uma região que combina natureza, história e cultura de uma maneira difícil de esquecer. Se você pretende conhecer vários sítios arqueológicos e atrações da região, o Boleto Turístico de Cusco pode ser uma opção bastante prática. Ele dá acesso a diferentes atrações, incluindo importantes sítios arqueológicos do Vale Sagrado dos Incas , o Vale Sul de Cusco , além de monumentos e museus em Cusco . Passeios turísticos - Vale Sagrado Contratar uma agência de turismo em Cusco pode ser uma ótima alternativa. Além de cuidar da logística dos deslocamentos, muitas agências oferecem guias que ajudam a entender a história, a cultura e as tradições dos povos andinos, tornando a experiência muito mais rica do que simplesmente visitar os sítios arqueológicos por conta própria, principalmente para quem está visitando a região pela primeira vez. Na minha viagem, escolhi a Inkan Milky Way e tive uma experiência muito positiva. Os guias foram maravilhosos, demonstraram bastante conhecimento sobre a história e a cultura local, e o atendimento foi muito eficiente. Foi uma boa escolha para aproveitar os passeios sem precisar me preocupar com todos os detalhes da logística. O Boleto turístico de Cusco pode ser adquirido nos próprios centros arqueológicos e turísticos ou na Oficina Central da COSITUC. Não está incluído o transporte e serviço de guia. Salinas de Maras Moray VALE SUL Vale Sul de Cusco O encanto do Vale Sul de Cusco: um mergulho no tempo O Vale Sul de Cusco é uma ótima opção para quem quer conhecer um lado menos explorado da região. Por ali estão sítios arqueológicos que revelam a presença de povos que viveram nos Andes muito antes do domínio dos Incas. É um passeio que combina história, paisagens e cultura e, na minha opinião, merece espaço no roteiro. O primeiro ponto de parada é Tipón , um complexo arqueológico lindo, famoso por suas admiráveis fontes de água que revelam o respeito e o domínio dos antigos povos sobre a natureza. Logo depois, vale explorar Piquillacta , um gigante centro urbano pré-inca que pertenceu ao povo Wari . O nome curioso vem do quéchua e significa "povo de pulgas ", mas o que você encontra por lá é uma estrutura monumental com mais de mil construções, incluindo praças, moradias, templos e as colcas (antigos depósitos de alimentos). A última parada é em Andahuaylillas , uma vila andina colonial que parece ter parado no tempo, preservando construções dos séculos XVII e XVIII. Na pracinha central fica a Igreja de San Pedro, um lugar que vai te deixar sem fôlego. Conhecida como a "Capela Sistina da América", seu interior é uma obra-prima da arte barroca, com pinturas deslumbrantes que forram o teto e as paredes. Voltar a Destinos Up
- Canal do Jari e Floresta Encantada | Cristina Floria
Jardim Vitoria Regia Jardim Vitória-Régia Amazônia - Pará Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA VITÓRIA-RÉGIA GARDEN Canal do Jari - Pará The Jari Canal is located at the confluence of the Amazon, Tapajós and Arapiuns rivers, in the Santarém region, in western Pará. The Jari is fed by the brown waters of the Amazon and is home to dolphins, manatees, alligators, snakes, birds, sloths, monkeys and turtles. You can only get to the houses by boat. It is in Canal do Jari that Jardim Vitória-Régia is located, where Dona Dulce lives, who is well known in the region for her delicious and irresistible recipes made with water lilies, ranging from tempura to french toast. On a table with a flowered tablecloth, with tempura, brownie, popcorn, french toast, jam, fries, all made using all parts of the water lily, Dona Dulce explains about her delicious delicacies that are served and tasted by visitors. O Canal do Jari fica na confluência dos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns, na região de Santarém. O Jari é alimentado pelas águas marrons do Amazonas. É moradia para botos, peixes-boi, jacarés, cobras, aves, preguiças, macacos e tartarugas. Só se chega até as casas de barco, construídas sobre palafitas que podem ser vistas ao percorrer o Canal. Imperdível este passeio, que pode ser feito a partir de Alter do Chão ou de Santarém através dos barqueiros locais ou agências de turismo local. Floresta Encantada ENCHANTED FOREST OF CARANAZAL Alter do Chão - Pará Named by the former residents of Cabeceira do Cuicuera, where silence and tranquility are remarkable. The area is called Caranazal due to the various coconut trees in the region of the caraná species. Area of igapó, typical biome of the Amazon region, where the trees spend most of the year submerged in the waters of Lago Verde. It is only possible to navigate the igarapé during the rainy season, when the river is full during the Amazonian winter. Voltar a Destinos Up
- Humahuaca e Iruya | Cristina Floria
Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Humauaca e Iruya Argentina Cores e Memórias Esculpidas no Tempo Humahuaca é um dos lugares mais emblemáticos do Noroeste Argentino e uma excelente porta de entrada para compreender a história e a cultura da Quebrada de Humahuaca . A cidade está localizada no norte da Província de Jujuy , em um vale cercado pelas montanhas dos Andes. Sua história, porém, começa muito antes da chegada dos espanhóis: a região é habitada há milhares de anos por povos originários e, posteriormente, fez parte das rotas do Império Inca. O Noroeste Argentino é uma região de paisagens muito diversas, formada por grandes ambientes geográficos e culturais, como a Puna , os Vales e Quebradas e o Chaco . Esses territórios fazem parte de duas grandes áreas: a Área Andina e o Grande Chaco. Para quem viaja pela região, é importante entender que essas paisagens não são apenas cenários naturais. Cada uma delas guarda uma história, modos de vida e tradições que atravessam milhares de anos. Ao longo do tempo, porém, essas unidades geográficas e culturais foram separadas artificialmente pelas fronteiras políticas e pelos processos históricos iniciados com a chegada dos espanhóis. A palavra “quebrada ” se refere a um vale profundo, geralmente formado pela ação da água entre montanhas. Mas, no Noroeste Argentino, as quebradas representam muito mais do que uma formação geográfica: são caminhos que, há milhares de anos, conectam pessoas, culturas e territórios. A ocupação humana dessa região remonta a mais de 10 mil anos, quando pequenos grupos de caçadores-coletores passaram a habitar esses vales. Séculos depois, as mesmas rotas foram utilizadas por caravanas que atravessavam os Andes e chegaram a integrar as redes do Império Inca, no século XV. Com a chegada dos espanhóis, esses caminhos ganharam novas funções. As quebradas passaram a conectar importantes centros do Vice-Reino do Rio da Prata ao Vice-Reino do Peru, tornando-se rotas fundamentais para a circulação de pessoas, mercadorias e ideias. Percorrer as Quebradas e os Vales do Noroeste é muito mais do que admirar suas montanhas e cores. É viajar por antigos caminhos de encontro, comércio, resistência e intercâmbio cultural, onde diferentes povos deixaram — e continuam deixando — suas marcas. Como chegar? Para quem está viajando pelo Noroeste Argentino, chegar a Humahuaca saindo de Salta de ônibus é uma opção prática e confortável. Os ônibus intermunicipais partem do Terminal Rodoviário de Salta , localizado próximo ao Teleférico, o que facilita bastante para quem está hospedado na região central da cidade. Na minha viagem, utilizei os serviços da Empresa Balut e tive uma experiência bastante confortável. Os ônibus são bons e há diferentes opções de horários para Humahuaca, permitindo organizar o passeio de acordo com o roteiro de cada viajante. A viagem também faz parte da experiência: pouco a pouco, a paisagem muda, e o caminho revela as montanhas e os vales característicos do Noroeste Argentino. Terminal Rodoviário de Humahuaca Serrania do Hornicol Onde a Natureza derramou sua Paleta de Cores Não deixe de conhecer a Serranía de Hornocal , um dos cenários mais impressionantes da Quebrada de Humahuaca . A paisagem parece uma verdadeira obra de arte da natureza. É famosa por seus 14 tons de cores, que aparecem nas diferentes camadas das montanhas, que exibem diferentes desenhos formados ao longo de milhões de anos, criando um enorme mosaico de cores. O local faz parte da região reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 2003. O mirante está a aproximadamente 4.350 metros acima do nível do mar, por isso é importante ir com calma e respeitar os limites do corpo. Eu poderia passar o dia inteiro ali, simplesmente contemplando os cerros coloridos. É daqueles lugares que fazem a gente parar, respirar fundo e perceber a grandiosidade da paisagem. Como chegar até lá? A Serranía fica a cerca de 45 km da cidade. Uma opção econômica é negociar diretamente com os motoristas locais, nas proximidades do terminal rodoviário, e dividir o valor do transporte com outros viajantes. Além de reduzir bastante o custo do passeio, essa é uma boa maneira de conhecer outras pessoas durante a viagem e tornar o trajeto ainda mais agradável. . A Quebrada de Humahuaca, por si só, já é um daqueles lugares que deixam a gente sem palavras. E, no meio de tantas paisagens incríveis, o Hornocal certamente merece um lugar de destaque. É um dos lugares mais lindos desta região. É impossível chegar diante daqueles cerros coloridos e não ficar encantado com a beleza e a grandiosidade da natureza. Iruya O Refúgio dos Andes Outro lugar incrível que vale muito a pena conhecer é Iruya , uma pequena cidade cercada pelas montanhas e que parece estar escondida no meio dos Andes. As passagens podem ser compradas no próprio Terminal Rodoviário de Humahuaca. Fique atento aos horários, pois são poucas opções por dia — geralmente duas a três saídas diárias. Iruya Saindo de Humahuaca, a viagem de ônibus leva cerca de 3 horas e já faz parte da experiência. O caminho é cheio de paisagens impressionantes, com montanhas, vales e curvas que tornam o trajeto uma verdadeira aventura. É um passeio para fazer sem pressa, aproveitando o caminho e deixando-se surpreender pela paisagem. Iruya é daqueles lugares que a gente conhece e leva na memória por muito tempo. The peoplesChané ,wichi ,Guarani ,Qon (Toba )cry ,Chulup i,Andean Kolla ,Diaguita people ,Atacama , among others, recognized themselves as originating in the last Population Census of 2010. Therefore, pre-existing in the formation of the Argentine Nation State (1853-1880). In the current National Constitution of 1994, in Art. 74, Item 17 and Provinçal of 1986, Art.15, the right to land, identity and culture of these peoples is recognized, therefore they are protagonists of their history. The estimate of the population of native peoples in Argentina, according to the last census, is 955.32 people. In Salta Province there are 79,204 people, which corresponds to 6.5% of the population that recognizes itself as indigenous. This corresponds to almost three times the national average, which is 2.4%. These figures indicate that there is a process of self-recognition and also recognition by the State of the population of native peoples in the country. Source: Salta Museum of Anthropology The Argentine Northwest is characterized by its different geographic environments or geocultural units, known as Puna, Valleys and Quebradas and Chaco, intertwined within of two larger units defined as the Andean Area and Grande Chaco, with geographical, historical and cultural characteristics from the pre-Hispanic past, artificially fragmented as a result of the historical and political process that occurred with the arrival of the Spaniards in Argentine territory. One of the most beautiful places in this region is undoubtedly the Quebrada de Humahuaca, valley in the Province of Jujuy, which was declared by UNESCO in 2003 as c as a World Heritage Site. The term "Quebrada" means deep valley, slope made by water. The region has always been a point of economic, social and cultural communication. It has been inhabited for over 10,000 years, since a small village was established de hunter-gatherers . It was a caravan route for o Inka Empire no XV century . Afterwards, it became an important link between o Viceroyalty of the River Plate and o Viceroyalty of Peru , as well as playing host to some of the battles da Argentine War of Independence . Para quem viaja por Salta, conhecer essa história é uma oportunidade de olhar a região para além de suas paisagens. Por trás das montanhas, dos vales e das comunidades, existe uma história ancestral que continua presente e viva. Voltar a Destinos Up
- Cusco, Peru | Cristina Floria
Voltar a Destinos CULTURA NA eSTRADA Cusco Peru Onde os Andes Contam Histórias Cusco , ou Qosqo , em quéchua, significa “umbigo do mundo” e está localizada no sudeste do Peru, no Vale do Huatanay, em meio à Cordilheira dos Andes. A cerca de 3.400 metros de altitude, a cidade foi a capital do Tahuantinsuyo , o poderoso Império Inca, que chegou a se estender por uma vasta região da América do Sul, do litoral do Pacífico até os Andes. Pela sua enorme importância histórica e cultural, Cusco foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1983. A origem de Cusco está cercada de mitos e histórias que ajudam a entender a riqueza da cultura inca. Segundo o cronista Inca Garcilaso de la Vega, o Deus Sol , Inti , fez surgir das águas do Lago Titicaca Manco Cápac e Mama Ocllo , considerados os fundadores do povo inca. Inti teria dado a Manco Cápac um cetro de ouro e orientado o casal a procurar o lugar onde deveria ser fundado o novo império. Eles seguiram viagem até chegar à colina de Huanacauri , onde o cetro finalmente penetrou no solo. Ali teria sido escolhido o local para a fundação de Cusco, dando início à história dos Incas, por volta dos séculos XI ou XII. Muitos anos depois, durante o governo do Inca Pachacútec , que Cusco ganhou a grandiosidade que conhecemos hoje. Considerado por muitos historiadores e antropólogos o verdadeiro fundador e grande responsável pela expansão do Império Inca, Pachacútec transformou a cidade na capital de um dos maiores impérios da América pré-colombiana. Ao lado de seu filho, Túpac Yupanqui , ampliou os territórios conquistados e organizou um vasto sistema político, econômico e administrativo. Para os Incas, Cusco não era apenas uma cidade: era um espaço sagrado. Toda a capital e seus arredores eram marcados por huacas , palavra em quéchua usada para designar lugares, objetos ou elementos considerados sagrados. Esses locais tinham grande importância religiosa e estavam profundamente ligados à vida cotidiana, às crenças e à organização da sociedade inca. Ao caminhar por Cusco e seus arredores, é possível encontrar diversos desses antigos santuários e centros cerimoniais. Entre os mais impressionantes estão Q’enko , associado a observações astronômicas e rituais; Sacsayhuamán , com suas enormes pedras cuidadosamente encaixadas e uma das construções mais impressionantes do período inca; e Ollantaytambo , um antigo centro religioso, militar e agrícola que preserva importantes vestígios da engenharia e da arquitetura inca. Visitar esses lugares ajuda a perceber que, para os Incas, a paisagem também fazia parte da sua espiritualidade. Montanhas, fontes, rochas, templos e caminhos não eram vistos apenas como elementos da natureza ou construções, mas como espaços carregados de significado e que faziam parte de uma relação muito particular entre o homem, a natureza e o mundo espiritual. apresentação de grupos indígenas de Ollantaytambo Como chegar No meu roteiro, cheguei a Cusco partindo de Nasca, em uma viagem de ônibus com a empresa Cruz del Sur . Os horários disponíveis são, em geral, noturnos, e o percurso leva aproximadamente 16 horas. Apesar de ser uma viagem longa, o ônibus é bastante confortável e a experiência acaba sendo interessante, principalmente porque, ao amanhecer, o trajeto revela paisagens belíssimas da Cordilheira dos Andes. A estrada é bastante sinuosa, mas justamente essas curvas proporcionam diferentes cenários ao longo da viagem. Para quem prefere ganhar tempo, outra opção é fazer o trajeto de avião, chegando ou partindo pelo Aeroporto Internacional Alejandro Valasco Astete , que atende Cusco e recebe voos de outras cidades do Peru. Essa alternativa é especialmente interessante para quem dispõe de poucos dias no roteiro ou não quer enfrentar muitas horas de viagem terrestre. No meu caso, optei pelo ônibus porque, além de ser uma alternativa prática, a própria viagem fazia parte da experiência. Em uma viagem pelo Peru, as distâncias são grandes e os deslocamentos podem ser uma oportunidade de conhecer melhor as paisagens e a diversidade geográfica do país. Da região central de Cusco partiam os famosos Caminhos Incas, uma impressionante rede de estradas que chegou a alcançar aproximadamente 40 mil quilômetros, conectando diferentes partes do império. Por esses caminhos circulavam pessoas, mercadorias, informações e os mensageiros do imperador. Era uma verdadeira rede de comunicação que ajudava a manter unido um território enorme e geograficamente desafiador. Com a chegada dos espanhóis, em 1532, esse cenário começou a mudar. Francisco Pizarro e seus homens invadiram Cusco e saquearam a cidade, dando início a um processo de destruição e transformação da antiga capital inca. Muitos edifícios e templos foram demolidos, e suas pedras foram reutilizadas na construção de igrejas, conventos e edifícios coloniais. Assim, a cidade espanhola foi sendo construída sobre as estruturas da antiga Cusco inca. Um dos exemplos mais impressionantes dessa sobreposição de culturas está no Korikancha , o Templo do Sol . Após a conquista, os espanhóis construíram sobre suas estruturas o convento dos padres dominicanos. Séculos depois, o terremoto de 1950 provocou grandes danos nas construções coloniais e acabou revelando, de maneira impressionante, a resistência das antigas estruturas incas. Enquanto parte da construção colonial desabou, as paredes de pedra do Korikancha permaneceram praticamente intactas. Catedral na Plaza de Armas Cusco: uma cidade onde a história permanece viva O que mais chama a atenção nessa história é a capacidade dos Incas de aprender com os povos que já viviam na região e incorporar seus conhecimentos. Aproveitaram técnicas de ourivesaria do norte, conhecimentos de arquitetura das populações costeiras, práticas de agricultura e pecuária do altiplano e redes de comércio do sul. Essa troca de conhecimentos ajudou os Incas a construir uma sociedade organizada e um sistema administrativo capaz de controlar um território enorme e muito diverso. No seu período de maior expansão, o Tahuantinsuyu ocupava grande parte da América do Sul, abrangendo o atual Peru e alcançando áreas que hoje pertencem ao Equador, Colômbia, Bolívia, Argentina e Chile. Para conectar lugares tão distantes e diferentes, os Incas construíram uma impressionante rede de caminhos, centros administrativos e sistemas de comunicação. Tudo isso funcionava de maneira integrada, mesmo diante das enormes distâncias e das dificuldades impostas pela Cordilheira dos Andes. A chegada dos espanhóis, não significou apenas a mudança de quem controlava o território, mas foi também o encontro, muitas vezes violento, entre duas culturas e duas maneiras muito diferentes de compreender o mundo. De um lado, a sociedade espanhola, profundamente ligada ao catolicismo; de outro, as culturas indígenas, com suas próprias crenças, rituais e formas de se relacionar com a natureza, os ancestrais e o mundo espiritual. Com a conquista, os espanhóis passaram a impor a religião católica e a combater as práticas religiosas indígenas. Muitas huacas, lugares ou objetos considerados sagrados, foram destruídas ou transformadas. Também foram perseguidos os mallquis, corpos preservados de ancestrais importantes, assim como os cultos comunitários dedicados aos antepassados. Esse processo ficou conhecido como “Extirpação de Idolatrias ” e teve consequências profundas para as culturas indígenas. Não se tratava simplesmente de destruir templos ou objetos religiosos, mas de tentar interromper costumes, crenças e tradições que faziam parte da identidade e da memória desses povos. É por isso que conhecer essa história muda um pouco a maneira como enxergamos Cusco. Quando caminhamos pela cidade e admiramos suas antigas construções, percebemos que aquelas pedras carregam muito mais do que beleza arquitetônica. Elas sobreviveram a guerras, à conquista, à destruição e às transformações que vieram depois. É justamente essa mistura de tempos que torna Cusco tão fascinante. Em uma mesma rua podemos encontrar uma parede de pedra perfeitamente encaixada pelos Incas, uma igreja construída durante o período colonial e, ao redor delas, uma cidade moderna, viva e movimentada. O passado não está separado do presente: ele continua fazendo parte da paisagem e da identidade de Cusco. Visitar a cidade, portanto, é muito mais do que conhecer uma antiga capital inca. É caminhar por um lugar onde diferentes capítulos da história do Peru permanecem lado a lado. Cusco é uma cidade em que o passado continua presente — nas pedras, nas construções, nas tradições e, principalmente, na memória de seus povos. Voltar a Destinos Up
- Cristina Flória
Empresa de produção cultural, que atua na área do audiovisual, fotografia e das artes. Proprietária: Cristina Flória YOUTUBE CHANNEL Up










