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CULTURA
NA eSTRADA

Purmamarca
Argentina

Entre cores e ancestralidade

Valle Calchaqui was the setting for the expansion of the Tiahuanaco Culture (650 to 850 AD), described in the Inka Trail. Due to its geographical location, it constitutes a privileged natural route for access and interregional communication in Northwest Argentina. An excellent route of circulation and economic, political, cultural, symbolic and demographic influences that facilitate the contracts of the societies of the Puna, the oasis of San Pedro de Atacama, the Valley of Santa Maria and Hualfin, the Quebradas del Toro and Humahuaca, the Lerma Valley and the Western Jungles.

 

This stage is characterized by a moment of great demographic growth accompanied by the emergence of societies that had a high level of social complexity. Possibly the political organization was based on regional chiefdoms (political organization in non-industrial societies), which integrated the large territories of the most important valleys, accompanied by a form of settlement called Pukara, social centers built on top of the hills and places of good visibility and of difficult access, as a defense and control strategy.

The tenth Inka, Tupa Inka Yupanki, was responsible for the annexation of Northwest Argentina to Tawantinsuyu (Imperio Inka, which in the Quechua language means "the four parts together", Cuzco being the administrative and political center. The territory became known as Kollasuyu. In this During this period, the Qapaq Ñan road underwent expansion, allowing rapid mobility of information, trade and human resources.

 

Source: Salta Museum of Anthropology

 

Purmamarca in the Quechua language means "City of the Virgin Land", in the past it was an ancient stop of the Inka Trail. Today it is considered a World Heritage Site by Unesco.

 

Purmamarca is the access route to San Pedro de Atacama, Chile, via Ruta 52, which can be taken by bus crossing the Puna, at more than 3,000 meters above sea level, passing by Salinas Grandes, Reserva_cc781905- 5cde-3194-bb3b-136bad5cf58d_ Nacional Los Flamencos, crossing the border at Passo de Jama, through the Andes.
 

Caminhos que contam histórias

O Valle Calchaquí, no noroeste da Argentina, guarda uma história muito mais antiga do que as paisagens impressionantes que hoje atraem viajantes. A região foi palco da presença e expansão de diferentes culturas andinas e, posteriormente, passou a fazer parte do vasto território do Império Inka.

Entre os séculos VII e IX, o vale recebeu influências da Cultura Tiahuanaco, uma das importantes civilizações pré-colombianas dos Andes. Séculos depois, durante a expansão inka, o décimo Inka, Tupa Inka Yupanki, foi responsável pela anexação do Noroeste Argentino ao Tawantinsuyu, nome em quíchua que significa “as quatro partes juntas”. O império tinha Cuzco como seu centro político e administrativo, e o território incorporado ao sul ficou conhecido como Kollasuyu.

Foi nesse período que a Qapaq Ñan, a grande rede de caminhos do Império Inka, ganhou ainda mais importância. As estradas permitiam a circulação de pessoas, informações, produtos e recursos por enormes distâncias, conectando diferentes povos e territórios dos Andes. Muitas dessas antigas rotas ajudam hoje a contar a história das sociedades que viveram nessa região muito antes da chegada dos espanhóis.

O período também foi marcado por um significativo crescimento da população e pelo surgimento de sociedades cada vez mais organizadas. Algumas comunidades ocupavam os chamados Pukara, assentamentos construídos em pontos elevados, como cerros e áreas de difícil acesso. A localização estratégica permitia maior visibilidade do território e funcionava como uma forma de defesa e controle.

Ao viajar pelo Valle Calchaquí, é interessante olhar para a paisagem além das montanhas, vinícolas e pequenas cidades. Muitos desses lugares foram ocupados por povos que desenvolveram formas próprias de organização, comércio, agricultura e relação com o território. Conhecer essa história torna a viagem ainda mais interessante e ajuda a perceber que estamos caminhando por uma região que foi, durante séculos, um importante ponto de encontro entre diferentes culturas andinas.

Fonte: Museu de Antropologia de Salta.

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