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A'uté Uptabi

O making of dos filmes Piõ Höimanazé, A'uté A’uwê Uptabi e Dasiwa'uburéze nasce para trazer à luz aqueles que, por trás das câmeras, ajudaram a fazer essa magia acontecer.
 

São olhares, escutas, gestos e saberes que, reunidos, deram forma a uma experiência e fizeram o universo do povo A’uwê chegar até nós. Através de suas lentes, de suas técnicas e de sua sensibilidade, esses profissionais não apenas registraram imagens: construíram pontes, abriram caminhos e ajudaram a tornar presente um mundo feito de memórias, histórias e ancestralidade.
 

Este é também um olhar sobre quem olha. Sobre as mãos que criam, os olhos que percebem e as pessoas que, com seu trabalho, transformaram encontros em imagens e imagens em memória.

A'uté A'uwê Uptabi: ser criança A'uwê
Aldeia Pimentel Barbosa, MT

Nesse encontro com as crianças A’uwê, o filme propõe um olhar de aproximação e respeito — não sobre o outro, mas com o outro — permitindo que suas vivências e seus modos de aprender e brincar também sejam uma forma de contar a história de seu povo.

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Os A'uwê, como se autodenominam os Xavante, vivem numa região de cerrado, no estado do Mato Grosso. Falam a língua a'uwê, pertencente ao tronco linguístico Jê. É nesse território, entre brincadeiras, aprendizagens e saberes compartilhados, que as crianças constroem e vivenciam, todos os dias, sua relação com a comunidade, com a natureza e com a memória de seu povo.

CRÉDITOS

direção e produção: CRISTINA FLÓRIA, WAGNER PINTO

coordenação na aldeia: SUPTÓ XAVANTE

argumento e roteiro: CRISTINA FLÓRIA

imagens: DUIREWÊ (LINCON) XAVANTE, CARLOS SANCHES

Imagens Aéreas: RUBENS CRISPIM JR.

som direto: LUCAS FLÓRIA

edição: CARLOS SANCHES

consultoria de Vídeo e Finalização: ESTEVÃO NUNES TUTÚ

direção de produção e roteiro: CRISTINA FLÓRIA

apoio: TELA MÁGICA PRODUÇÕES

produção: A 2.0 PRODUÇÕES ARTÍSITCAS

realização: SESC TV​​

FICHA TÉCNICA

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duração: 41 min

ano: 2017

língua: a'uwê

legenda: português

Dasiwa'uburézé: nossa cultura
Aldeia Pimentel Barbosa, MT

Dasi'wauburéze

Realizado em 2014, na aldeia Pimentel Barbosa, na Terra Indígena Pimentel Barbosa, o filme se aproxima de um tempo que permanece vivo na memória do povo A’uwê Uptabi, como se autodenominam os Xavante.

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Pela voz de seus anciãos, histórias antigas voltam a caminhar entre nós. Mitos de origem, ensinamentos, cantos e rituais atravessam o tempo e encontram, nas palavras daqueles que os guardam, uma nova forma de permanecer. São histórias que não pertencem apenas ao passado: continuam vivas, sendo contadas, escutadas e transmitidas de geração em geração.

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Este filme nasceu da generosidade de quem abriu suas memórias e compartilhou seus conhecimentos. Nasceu também da presença e da participação de toda a comunidade Xavante de Pimentel Barbosa, que nos acolheu e nos permitiu chegar mais perto de seus saberes e de sua história.

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A Sereburã, Hipru, Barbosa, Agostinho, Valdo, Eduardo, Marinho, Suptó e a toda a comunidade Xavante de Pimentel Barbosa, nosso profundo e eterno agradecimento.

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Obrigado por nos permitirem ouvir.
Por nos ensinarem a olhar.
Por compartilharem conosco palavras, memórias e histórias que seguem vivas — guardadas no tempo, na voz e na vida de seu povo.

CRÉDITOS

direção e produção: CRISTINA FLÓRIA, WAGNER PINTO

imagens: DUIREWÊ (LINCON) XAVANTE, TAMARA KA, DENILSOM BELEZI, ALEX SANTOS

edição: ESTEVÃO NUNES TUTÚ

argumento, direção de produção e roteiro: CRISTINA FLÓRIA

apoio: TELA MÁGICA PRODUÇÕES

produção: A2.0 PRODUÇÕES ARTÍSTICAS

realização: SESC TV

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FICHA TÉCNICA

duração: 52 min

ano: 2014

língua: a'uwê

legenda: português

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FESTIVAIS

Cineamazônia 17a. Edição (2020

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Pio Hoimanazé

Piõ Höimanazé a mulher Xavante em sua arte
Aldeia Etenhiritipá, MT

O filme mergulha no universo das guerreiras A’uwê, como se autodenomina o povo Xavante, e nas águas profundas de seus saberes ancestrais. Conhecimentos guardados pelas mulheres, tecidos ao longo de muitas gerações e transmitidos por meio da palavra, do gesto, do fazer e da experiência. Saberes que revelam outras formas de compreender a vida, o território, a comunidade e os laços que unem as pessoas.

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Ao acompanhar suas histórias, práticas e experiências, o filme se aproxima do universo feminino A’uwê e encontra no Höimanazé uma arte de viver — um conhecimento que não se encerra no passado, mas permanece em movimento, renovando-se a cada geração, como aquilo que se aprende vivendo e se ensina compartilhando.

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Mais do que revelar uma cultura, Piõ Höimanazé nos convida a uma travessia. Um encontro com diferentes maneiras de ser mulher, de cuidar, de criar, de resistir e de estar no mundo. Ao escutar essas mulheres, somos também convidados a revisitar nossas próprias ideias sobre o feminino, a força, o cuidado, a identidade e aquilo que nos torna humanos.

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Assim, o filme abre um espaço de encontro entre mundos e perspectivas. Coloca as mulheres A’uwê no centro de suas próprias histórias e reconhece, em suas vozes e em seus gestos, a força de quem guarda, transforma e mantém acesa a memória de um povo.

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Porque há conhecimentos que vivem enquanto são compartilhados.
Há histórias que permanecem porque encontram quem as escute.
E há saberes que atravessam o tempo porque continuam vivos em quem os carrega.

CRÉDITOS

direção e produção: CRISTINA FLÓRIA

coordenação de produção na aldeia: PAULO SUPRETAPRÃ

imagens: JORGE PRODOTI XAVANTE, CAIMI XAVANTE, ESTEVÃO NUNES TUTÚ, NEIVAS ORTEGA

edição: ESTEVÃO NUNES TUTÚ

direção de produção e roteiro: CRISTINA FLÓRIA

realização: A 2.0 PRODUÇÕES ARTÍSICAS

coprodução: SESC TV e A 2.0 PRODUÇÕES ARTÍSICAS

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FICHA TÉCNICA

duração: 40 min

ano: 2008

língua: a'uwê

legenda: português, inglês​​

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PRÊMIOS

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Melhor Filme na Temática Indígena, Troféu Mosquitão, Cine Clube Mosquito, Cabo Frio, RJ, 2019.

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Melhor Filme da Mostra Viva Floresta Viva, no III Festival de Cinema na Floresta, Alta Floresta, MT, 2009.

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Melhor Média Metragem, no III Festival de Cinema na Floresta, Alta Floresta, MT, 2009.

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Melhor Filme do Júri Popular no I Festival do Filme Etnográfico do Recife, 2009.

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